quinta-feira, 28 de abril de 2011

Banco de Questões: Período Regencial II

01.        O período das regências no Brasil foi marcado por revoltas em quase todas as províncias do Império, em meio às lutas políticas entre os membros da classe dominante. Uma das tentativas de superação desses conflitos foi a aprovação, pelo Parlamento, do Ato Adicional de 1834, que se caracterizava por:

A)       substituir a Regência Una pela Trina.
B)       fortalecer o legislativo e judiciário.
C)       extinguir as Assembléias Provinciais.
D)       conceder menos autonomia para as Províncias.
 Resposta: Letra B

02.         


No mapa acima, os números I e II assinalam os atuais Estados onde, durante o período Regencial, ocorreram revoltas ou revoluções conhecidas, respectivamente, como:

A)    Farroupilha e Sabinada.
B)    Cabanagem e Farroupilha.
C)    Balaiada e Cabanagem.
D)    Sabinada e Balaiada.

                 Resposta: Letra D





03.        “Fui liberal; então a liberdade era nova no país, estava nas aspirações de todos, mas não nas leis; o poder era tudo; fui liberal. Hoje, porém é diverso o aspecto da sociedade: os princípios democráticos tudo ganharam e muito comprometeram; a sociedade, que então corria risco pelo poder, entra em risco pela desorganização e pela anarquia.”

No texto, Bernardo Pereira de Vasconcelos critica os excessos do Liberalismo Político , defendendo à autoridade e à centralização. No Período Regencial, o grupamento político-partidário que defendeu as idéias preconizadas por Vasconcelos foi o:

A)      Liberal Moderado.
B)      Liberal Exaltado.
C)      Progressista.
D)      Regressista.

Resposta: Letra D


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Banco de Questões: Período Regencial

01.      Como ministro da justiça, os Regentes escolheram o padre Diogo Antônio Feijó que, logo no início do seu mandato, criou a guarda nacional. Sobre ela só não é correto afirmar que:        

            foi uma milícia armada dirigida por brasileiros abastados;
            passou a ser o principal instrumento do governo para reprimir os levantes populares;
            fortaleceu o exército, pois se uniu a ele para manter a ordem;
            o comando da Guerra Nacional em cada município cabia aos coronéis, grandes fazendeiros.
Resposta: letra C

02.      No Brasil regencial, observa-se a presença de três tendências políticas, a saber, exceto

            os restauradores; defendiam a volta de D. Pedro I ao governo do Brasil, favoráveis ao absolutismo monárquico;
            os liberais exaltados; defendiam a autonomia das províncias e a descentralização do poder imperial;
            os proprietários rurais, membros de classes médias urbanas e do exército que defendiam a monarquia; eram conhecidos como farroupilhas;
            os liberais moderados defendiam a ordem existente, especialmente a monarquia e a escravidão.
Resposta: letra C



              03.  No que diz respeito ao Período Regencial assinale V ou F.

(    )     O “Ato Adicional” de 1834 pode ser encarado como fruto do  predomínio dos liberais que advogavam uma relativa descentralização política e administrativa.
(    )     As revoltas ocorridas no Período Regencial, apesar das diferenças, tinham um ponto em comum, ou seja, a luta pela emancipação da maioridade de Pedro II, fato que, mesmo com toda a repressão, terminou por concretizar-se, pondo fim às regências.
(    )     O “Golpe da Maioridade” pode ser considerado uma iniciativa dos liberais que, interessados em “parar o carro do regresso”, terminaram por colocar um ponto final nas regências dando início ao Segundo Reinado.
(    )     As regências que governaram o Brasil de 1831 a 1840 justificam-se em função da abdicação de Pedro I e da falta de apoio político ao jovem imperador D. Pedro de Alcântara, futuro D. Pedro II, acusado pelas oposições de não ter experiência suficiente para assumir o governo.

Resposta: V / F / V / F

Escolha uma das opções (ou a opção) que você considerou falsa e reelabore-a tornando-a verdadeira.
ATENÇÃO: Você não vai explicar o que está errado como na questão 3. Você vai reescrever a frase eliminando os erros históricos e colocando-a de acordo com a matéria estudada.
Resposta: O ponto em comum entre  as revoltas regenciais foi a oposição  ao governo regencial. / A regência justificam-se em função da abdicação de Pedro I e da menoridade de Pedro II.

04. Aponte qual era a principal questão que deu início às rebeliões regenciais: 
a) O interesse das províncias em promover o retorno de D. Pedro I ao poder.
b) A exigência popular em tornar o Brasil independente de Portugal.
c) Disputas políticas entre as elites  e as condições de pobreza da maior parte dos brasileiros.
d) A tentativa portuguesa em restabelecer o seu monopólio colonial sobre o Brasil.
 Resposta: letra C

05. Qual desses movimentos revoltosos não ocorreu durante o Período Regencial: 
a) Cabanagem      b) Balaiada     c) Sabinada             d) Conjuração Baiana  e) Guerra dos Farrapos.
 Resposta: letra D

06. A criação da Guarda Nacional, em 1831, durante o governo regencial, teve como um de seus objetivos. 
a) Apoiar o governo de Pedro I na consolidação da independência.
b) defender a integridade das fronteiras ameaçadas de invasão
c) Conter as agitações e amotinações que ameaçavam a Nação
d) Combater a influência da aristocracia rural na vida política. 

 Resposta: letra C

07. A Confederação do Equador, movimento que eclodiu em Pernambuco em julho de 1824, caracterizou-se por: 
a) ser um movimento contrário às medidas da Corte portuguesa, que visava favorecer o monopólio do comércio.
b) uma oposição a medidas centralizadoras e absolutistas do Primeiro Reinado, sendo um movimento republicano.
c) garantir a integridade do território brasileiro e a centralização administrativa.
d) ser um movimento contrário à maçonaria, clero e demais associações absolutistas.
e) levar seu principal líder, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, à liderança da Constituinte de 1824.
Resposta: letra B

08. O período regencial no Brasil (1830-1840) foi um dos mais agitados da história política do país. Foram questões centrais do debate político que marcaram esse período, EXCETO:
a) a questão do grau de autonomia das províncias.
b) a preocupação com a unidade territorial brasileira.
c) os temas da centralização e descentralização do poder.
d) o acirramento das discussões sobre o processo abolicionista.
Resposta: letra D

 09.  Efetivamente, antes da aurora do dia 7 de abril de 1831, era o trono do Brasil entregue a D. Pedro II, sucessor de seu pai; e o novo soberano, menino de cinco anos, comovendo-se ao acordar, com o extraordinário movimento que observava em torno de si, reclamava inquietamente, a presença do pai, mas este há já algumas horas o abandonara para sempre”.
O fato referido no texto acima precipitou o Brasil em uma das mais agitadas fases de nossa vida política, marcada pelos acontecimentos abaixo, EXCETO um. Assinale-o: (05)
a) O Brasil viveu uma espécie de mini-república, o poder executivo chegou a ser eleito pelo voto direto e censitário.
b) substituição da Constituição de 1824, outorgada por D.Pedro I, por outra mais adequada aos interesses da aristocracia agrária que, nesse momento, atingia finalmente o poder.
c) eclosão de conflitos em diversas regiões do país, tornando-se necessária, em varias ocasiões, a intervenção armada do governo central.
d) eleição de três regentes que assumiram o Poder Executivo, representando o imperador, permanecendo os poderes legislativo e judiciário sem grandes alterações, pelo menos nos primeiros anos daquele período.
Resposta: letra D

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Banco de questões: Revolução Francesa

1. (Unicamp) Num panfleto publicado em 1789, um dos líderes da Revolução Francesa afirmava:

“Devemos formular três perguntas:
- O que é o Terceiro Estado? Tudo.
- O que tem ele sido em nosso sistema político? Nada.
- O que pede ele? Ser alguma coisa.”
(citado por Leo Huberman, História da riqueza do homem, 1979)
Explique as perguntas e respostas contidas nesse panfleto francês.

2. (UFV-MG) A Revolução Francesa, ocorrida no período de 1789 a 1799, teve um grande significado histórico não só para a França, mas para todo o mundo ocidental.
Quais foram as principais transformações resultantes dessa Revolução?

3. (PUC-SP) A Tomada da Bastilha, realizada por habitantes de Paris no 14 de julho de 1789, é normalmente identificada como o início da Revolução Francesa. Confronte as duas afirmações a seguir citadas acerca do processo revolucionário francês, identificando semelhanças e diferenças.
I – “A Revolução Francesa foi uma revolução burguesa, com objetivos burgueses, por meio da qual a burguesia assumiu o poder político.”
II – “A Revolução Francesa foi uma revolução com distintos objetivos, feitas por distintos grupos, por meio da qual a burguesia assumiu o poder político.”

4. (Unicamp) Com a derrota de Napoleão Bonaparte, o Congresso de Viena e os tratados de 1814-1815 delinearam os rumos da reconstrução da Europa pós-Revolução Francesa e pós-guerras napoleônicas.
a) O que estabeleceram esses tratados e qual a ameaça que desejavam evitar seus signatários?
b) Quais os países que saíram fortalecidos com o sistema de alianças?


1. A igualdade é branca, a liberdade é azul e a fraternidade é vermelha. Trilogia filmada por famoso diretor de cinema, inspirando-se no ideário revolucionário que deu ao mundo o modelo de democracia representativa:
a)     Revolução Russa
b)     Revolução Indiana
c)      Revolução Francesa
d)     Revolução Chinesa
e)     Revolução Gloriosa

2. No contexto da Revolução Francesa, a organização do governo revolucionário significou uma forte centralização do poder: o Comitê de Salvação Pública, eleito pela Convenção, passou a ser o efetivo órgão do Governo .... Havia ainda o Comitê de Segurança Geral, que dirigia a polícia e a justiça, sendo que estava subordinado ao Tribunal Revolucionário, que tinha competência para punir, até a morte, todos os suspeitos de oposição ao regime. O conjunto de medidas de exceção adotadas pelo Governo revolucionário deram margem a que essa fase da Revolução viesse a ser conhecida como:
a)     os Massacres de Setembro.
b)     o Período do Terror.
c)      o Grande Medo.
d)     o Período do Termidor.
e)     o Golpe do 18 Brumário.

3. "Nós habitantes da paróquia de Longeley abaixo-assinados, tendo-nos reunido em virtude das ordens do rei, dia 6 do presente mês de maio de 1789, resolvemos o que se segue:
Pedimos que todos os privilégios sejam abolidos. Declaramos que se alguém merece ter privilégios e gozar isenções, são estes, sem contradição, os habitantes do campo, pois são os mais úteis ao Estado, porque por seu trabalho o fazem viver." (Cadernos de Súplicas para os Estados Gerais.)
Esta reivindicação dos camponeses franceses às vésperas da eclosão da Revolução Francesa traduzia um desejo comum aos demais membros do Terceiro Estado, a saber:
a)     a convocação dos Estados Gerais para dar soluções à crise financeira.
b)     a formação de uma democracia rural, composta de camponeses autônomos.
c)      a supressão de uma ordem social baseada no privilégio e na sociedade estamental.
d)     o advento de uma sociedade igualitária com o estabelecimento do sufrágio universal.
e)     a distinção da sociedade fundamentada na proposta de cidadãos ativos e cidadãos passivos.

4.  "l...] a revolução que não se radicalizar morre melancolicamente, como a burguesa. A rigor, uma só revolução existe, a que se deflagrou em 1789: enquanto viveu, ela quis expandir-se, e, assim, a República Francesa se considerou e se tentou universal - até o momento em que a pretensão de libertar o mundo se converteu na de anexá-la, em que os ideais republicanos se reduziram ao imperialismo bonapartista." (RIBEIRO, Renato Janine. A última razão dos reis. São Paulo, Cia. das Letras, 1993.)
O motivo pelo qual o conjunto de mudanças políticas que resultou na implantação do regime republicano na França, no século XVIII, pode, genericamente, ser classificado como uma revolução burguesa, é o fato de que esse processa
a)     a estrutura social francesa viu-se reduzida a uma polarização entre o bloco de apoio ao Antigo Regime - no qual se encontravam a aristocracia, os camponeses e os trabalhadores urbanos - de um lado, e o bloco de apoio à República operário-burguesa, de outro.
b)     a burguesia conseguiu a adesão ideológica da aristocracia, especialmente no que respeita à "abertura das carreiras públicas ao talentos individuais", o que possibilitou a ascensão de seus representantes ao poder de Estado.
c)      o comando da burguesia desde o início se revelou como irrefutável, uma vez que ela colocou a serviço de seus objetivos revolucionários os mais variados setores da população, liderando assim uma restauração de Antigo Regime.
d)     as vanguardas operário-camponesas colocaram-se ao lado da burguesia, pois tinham claro que suas reivindicações somente alcançariam um patamar de conseqüência numa sociedade em que as relações burguesas de produção já estivessem desenvolvidas.
e)     os resultados políticos das sucessivas convulsões sociais geradas nos quadros da crise do Estado monárquico francês foram, ao final, capitalizados pela burguesia, que pôde assim dar início à viabilização de seus interesses políticos e econômicos.

5.  "Aterrei o abismo anárquico e pus ordem no caos" (Napoleão Bonaparte).
Sobre o período napoleônico na França, entre 1799 e 1815, podemos afirmar que:
a)     no 18 de brumário (9/11/1799) Napoleão destituiu o Diretório controlado pelos girondinos, assumindo o poder através do Consulado.
b)     no Consulado (1799-1804), o confisco e a distribuição de terras da Igreja aos camponeses provocaram o rompimento das relações entre o Clero e o Estado, expresso na Concordata de 1801.
c)      no Império (1804-1815), a aliança militar com a Áustria e a Rússia provocou o fim da expansão territorial francesa na Europa e no norte da África.
d)     no período dos "Cem Dias" (1815), Napoleão ratificou a paz com a Inglaterra e a Prússia, acatando a legitimidade das fronteiras européias anteriores à Revolução Francesa.
e)     o Decreto de Berlim (1806), ao instituir o Bloqueio Continental, restaurou as antigas aristocracias e monarquias no governo dos países recém-invadidos, como Portugal e Espanha.

6.  Relativamente à expansão napoleônica (1805-1815), pode-se afirmar que acarretou mudanças no quadro político europeu, tais como:
a)     difusão do ideal revolucionário liberal, ampliação temporária do raio de influência francesa e fortalecimento do ideário nacionalista nos países dominados.
b)     isolamento diplomático da nação inglesa, radicação definitiva do republicanismo no continente e estabelecimento do equilíbrio geopolítico entre os países atingidos.
c)      desestabilização das monarquias absolutistas, estímulo para os desenvolvimento industrial nas colônias espanholas e implantação do belicismo entre as nações.
d)     desenvolvimento do cosmopolitismo entre os povos do império francês, incrementação da economia nos países ibéricos e contenção das lutas sociais.
e)     difusão do militarismo como forma de controle político, abertura definitiva do mercado mundial para os franceses, estímulo decisivo para as lutas anticolonialistas.


7. O chamado período do Terror (1793-94), no processo da Revolução Francesa, teve como uma de suas características:
a)     o radicalismo político, centrado, especialmente, na figura de Robespierre.
b)     a ocorrência de vários golpes de Estado ora à direita ora à esquerda, com sucesso.
c)      o afastamento do jacobinos do poder, em face de seu espírito de conciliação.
d)     o envolvimento dos girondinos na defesa das idéias de Saint-Just.
e)     a preocupação em elaborar uma constituição que protegesse os direitos do homem.

8. Com a morte de Robespierre iniciou-se a fase denominada Reação Termidoriana, que assinala:
a)     a ascensão de Napoleão pelo Golpe de 18 de brumário.
b)     o início do Terror.
c)      o fim da Convenção.
d)     a formação da primeira coligação contra a França.
e)     a volta da alta burguesia ao poder.

9. "Minha maior glória não consistiu em ter ganho quarenta batalhas; Waterloo apagará a memória de tantas vitórias. O que nada apagará, o que viverá eternamente, é o meu Código Civil."
Assinale nas alternativas abaixo a que grande personagem da história devemos este pensamento.
a)     Napoleão Bonaparte
b)     Cromwell
c)      D. Henrique, o Navegador
d)     Bismarck
e)     Luís XIV

10.  "6 de abril de 1814. As potências aliadas tendo proclamado que o Imperador Napoleão era o único obstáculo ao restabelecimento da paz na Europa, o Imperador, fiel ao seu juramento, declara que renuncia por si e por seus herdeiros aos tronos da França e da Itália e que não há sacrifício algum pessoal, até o da própria vida, que não esteja pronto a fazer, pelos interesses da França."
Após assinar esse ato de abdicação, Napoleão I:
a)     tornou-se duque da Toscana.
b)     compareceu perante o Congresso de Viena.
c)      foi desterrado em Santa Helena.
d)     foi confinado na ilha de Elba.
e)     ficou prisioneiro na Inglaterra.

11. No Congresso de Viena (1815) as decisões foram tomadas pelas grandes potências: Rússia, Áustria, Inglaterra e Prússia, tendo como um de seus principais resultados:
a)     a difusão das idéias revolucionárias, realizada, principalmente, pela maçonaria.
b)     a restauração das fronteiras anteriores à Revolução Francesa.
c)      a restauração das antigas monarquias parlamentares, como, por exemplo, a de Portugal.
d)     a intervenção do papado em domínios territoriais do Sacro Império Romano-Germânico.
e)     o auxílio prestado a movimentos revolucionários embasados nos princípios iluministas.

domingo, 17 de abril de 2011

Banco de questões: Revolução de 30


  01. Quais eram os objetivos dos revolucionários de 1930?

02. Por que se formou a Aliança Liberal?

03. Quais foram as providências de caráter político tomadas por Getúlio Vargas logo após o triunfo revolucionário de 1930?

04. (PUC-SP) Segundo alguns autores, o tenentismo representou uma tentativa de ruptura da organização política vigente na República brasileira porque:
a)     os tenentes se identificaram com um programa radical de transformações sociais.
b)     a aliança partidária entre os militares e as camadas médias urbanas propunha a reforma da Constituição.
c)      o movimento visava à derrubada do governo e ao estabelecimento da austeridade político-administrativa.
d)     os tenentes propunham o estabelecimento do regime parlamentarista dirigido pelos elementos mais esclarecidos da nação.
e)     os militares eram portadores de uma ideologia industrializante claramente definida em seu programa de governo.

05. (FGV-SP) “Aliança (...) engloba parte de um eleitorado urbano – que representa porcentagem pequena no cômputo geral –, pequenas oposições estaduais e o situacionismo dos Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba: estas forças restritas participam das eleições de 1º de março de 1930 com margem mínima de vitória. Por sua vez, Washington Luís aglutina o apoio de todos os Estados – exceção aos da Aliança.”

O texto acima refere-se à união das oligarquias dissidentes cujos interesses não estavam vinculados ao café. A tal união deu-se o nome de:
a)     Aliança Republicana.
b)     Aliança Integracionista.
c)      Aliança Renovadora Nacional.
d)     Aliança Liberal.
e)     Aliança Nacional Libertadora.

06. (Unificado-RS) “A escolha dos candidatos à sucessão presidencial funcionará como um estopim para a mais importante revolução da história republicana. (...) Os entendimentos políticos evoluíram no sentido de agruparem-se em torno de Getúlio Vargas as forças da oposição (...) Realizaram-se, contudo, as eleições e o resultado foi favorável a Júlio Prestes. Entretanto, vinte e dois dias antes de terminar o mandato de Washington Luís, a revolução estava nas ruas.”

A que revolução o texto faz referência e quem assumiu a Presidência da República sucedendo a Washington Luís?

a)     Revolução de 1930; Júlio Prestes.
b)     Revolução de 1930; Getúlio Vargas.
c)      Revolução de 1930; João Pessoa.
d)     Revolução Constitucionalista de 1932; Júlio Prestes.
e)     Revolução Constitucionalista de 1932; Getúlio Vargas.

07. (Vunesp-SP) “A fixação do ano de 1930 como um primeiro marco divisor da História do Brasil contemporâneo tem a artificialidade implícita em qualquer periodização, mas se justifica por razões que se situam além da história política ou da simples tradição.”

Sintetize algumas razões dessa periodização historiográfica.


Texto

NÃO HOUVE UMA REVOLUÇÃO EM 1930

Antes de mais nada, desejo me manifestar sobre essa expressão Revolução de 30, que se generalizou no jornalismo, na retórica e até nas teses acadêmicas. É uma expressão da qual eu discordo, porque não creio que tenha havido em 30 uma revolução, no sentido científico da palavra, isto é, uma transformação tão profunda que atingisse a base econômica da sociedade, varrendo relações de produção e instaurando novas relações de produção. Nem na esfera do Estado creio que tenha havido uma mudança tão radical quanto a derrubada de uma classe dominante antiga e a ascensão de uma nova classe revolucionária ao poder.
Mas isso não significa que eu considere que 30 foi uma página em branco na História do Brasil. Verificou-se, naquele ano, um movimento político-militar que marca um período, um antes e um depois, e no bojo do qual surgiram tendências, cujo desenvolvimento nós presenciamos até hoje. Penso que o movimento político-militar de 30 cumpriu, em primeiro lugar, uma função destrutiva de grande importância. Apeou do poder do Estado os proprietários rurais, os cafeicultores que dominavam a Primeira República e que, pelo estilo de governar e pela política econômica que imprimiam, já constituíam um estorvo ao desenvolvimento do país.
No seu lugar, ascende outro setor da classe dos proprietários rurais, uma composição de setores nos quais prevaleciam aqueles que tinham uma ligação maior, a meu ver, com o mercado interno e que, por isso, puderam mostrar-se mais sensíveis a um projeto de industrialização do país. Eles foram sendo ganhos para a industrialização capitalista, à medida que a própria burguesia industrial ganhava força e influência no aparelho de Estado, porque, evidentemente, eu não compartilho a idéia de que a Revolução de 30 foi uma revolução burguesa.
Referindo-me, especificamente, às conseqüências da Revolução de 30, ou do movimento político-militar de 30, na organização do Estado brasileiro, eu acredito que se poderia sumariar essa influência da seguinte maneira:
Em primeiro lugar, me parece que o movimento político-militar de 30 deixou completamente intocado o campo, onde viviam, naquela época, cerca de 70% da população brasileira. Não se tocou nas oligarquias rurais, como aconteceu com as salvações do governo de Hermes da Fonseca. As oligarquias aliadas à Primeira República foram postas abaixo e vieram à tona novas oligarquias. Os tenentes se compuseram com as oligarquias em todos os Estados. Nesse aspecto, então, o movimento não trouxe nada. Mas isso não significa que em outros aspectos ele não trouxe alguma coisa. Em primeiro lugar, a centralização autoritária. Não porque fosse uma ideologia dos próprios tenentes – e era de fato. Não porque o próprio Getúlio, com a sua formação positivista, castilhista e influenciado pelas idéias do fascismo italiano, tendesse para isso. Mas, porque as próprias exigências da época conduziram nesse sentido.

(Adaptado de: Jacob Gorender, Um Estado a serviço do capital, Folha de S.Paulo, 19/10/1980, Folhetim.)

a)     Por que, segundo Gorender, não houve revolução em 1930?
b)     Qual foi a principal função cumprida pelo movimento de 30?
c)      Que grupo assumiu o poder então?
d)     Que setor não foi tocado pelo movimento de 30?
e)     Entre outras coisas, o que trouxe o movimento de 30?